sexta-feira, 28 de março de 2008

Deslarga-mo bolso!


"Ó Teixeira, deslarga-mo bolso que eu não devolvo nem mais um tostão a esta cambada... Sou generoso, mas não assim tanto, tá? Só com a minha mãe!"

http://www.youtube.com/watch?v=yU84nH9ktyA

Há gende duma vildade tal... Acusar o Excelentíssimo Senhor Engenheiro de demagogo e "show man" político só porque a falar naturalmente parece um actor dos morangos com açucar e usa gravata em todos os "casual days".

Mesmo agora quando vem anunciar uma medida que nos vai ajudar a todos (e não só os reformados, desempregados, repatriados, ...) ainda se levantam vozes críticas a insinuar que a descida de 1% do IVA não se vai notar na carteira dos Portuguêses. Ora essa! Se o senhor fosse um demagogo tinha antes anunciado na conferência de imprensa que o IVA ia baixar 4,76% em relação ao valor inteiro da taxa máxima do IVA actual, valor esse superior aos anteriores aumentos do IVA de 17 para 21%, permitindo assim um saldo positivo que nos permite cumprir com todas as normas Europeias e almejar o reconhecimento como exemplo dos outros Países membros. Isso sim era demagogia! Corajosamente, veio a público defender uma redução do IVA em 1 ponto percentual.

Ou não? Espera lá, aqui no curriculo do curso de engenharia do senhor não aparecem nenhumas cadeiras de matemática... Vai daí e não é obrigatório no em engenharia... Eu por acaso já andava desconfiado com esta coisa da conferência de imprensa logo após o jogo da selecção de Portugal... E ainda por cima perder outra vez com a Grécia? Uhmmmm. Tendo o Ricardo na baliza e com 2 golos do Karagounis... corrijo: “E com 2 golos do Karagounis?” – Cheira-me a esturro - De certeza que houve aqui jogada política e apareceu um PSP (mascarado de PJ para disfarçar) no balneário da selecção, antes do jogo, pedindo carinhosamente que os meninos do Scolari perdessem. O senhor pode não saber fazer contas mas de generosidade percebe ele: primeiro “deixa-se” que o zé povinho atinja um nível máximo de desmotivação e depois apresenta-se a luz ao fundo do túnel (e basta uma luz mínima, tipo led). Assim, como um D. Sebastião cortando o denso nevoeiro Africano, apareceu ele (com a sua gravatinha generosamente aprumada) anunciando a medida que vai pôr o País de novo na rota do ouro.

Ó Zé, DESLARGA-A GRAVATA!

Deslarga-mo telemóvel!

A injustiça que recai sobre a nossa juventude é por demais revoltante…
Então já não se pode atender o paizinho e a mãezinha que só querem saber se a menina está a perceber a matéria? Depois dizem que os pais não se aplicam no processo de educação dos filhos… Se eles não souberem que os filhos estão a aprender também não sabem quais as medidas mais correctas a tomar: arranjar um bom explicador para os meninos ou aplicar porrada de três em pipa (que bela expressão… quase tão boa como cachaporrada, se bem que menos vulgar) na professora por não dar boas notas à criança.
Bem, acho que estou a começar a perceber a atitude da professora… Mas tirar assim o telemóvel à menina não se faz! Já não bastava terem-lhe cortado o cordão umbilical e agora tira-se assim sem mais nem menos o ele de ligação mais forte ente pais e filhos? Revolução, já! Cadeados nos portões da escola que amanhã é sexta-feira e passa o episódio especial dos Morangos com Açúcar.
Isto aqui anda a mãozinha salazarista do Sócrates (deve ser mesmo a única mão do senhor que trabalha porque as outras só mesmo para acertar o penteado)! Ou muito me engano ou antes da professora ter pegado no telemóvel da aluna, tinha já por ali passado um PSP (mascarado de GNR para disfarçar) a avisar. Depois começou a zaragata e o agente, temendo pela vida, foi chamar os alunos de outra turma para controlarem os colegas.
Desta vez, e parafraseando a professora desta curta-metragem que será reproduzida no próximo Fantasporto, categoria de terror sem efeitos especiais: DESLARGA MAMAO

quarta-feira, 12 de março de 2008

JORGE PALMA - Encosta-te a mim

Avinha ma mim
Avinha ma mim,
tu já bebeste cem mil copos
avinha ma mim,
eu também quero exagerar
avinha ma mim,
dá cá essa tua botelha
não queiras ver tudo a dobrar
deixa m’avinhar.
Chegado da feira
fiz tudo p’ra tentar trazer, um pouco de erva
no fundo p’ra depois vender
recebe-se bem
e podes dar sempre umas passas
faz de ti o wonderboy
ou vais adormecer.
Tudo o que eu bebi,
estou a comparar contigo
o que não bubi, hei-de compensar semtigo
sei que não sei, às vezes entender quando parar
mas fazia-me bem, avinha ma mim.

terça-feira, 11 de março de 2008

Plano Apalpanço Reforma (PAR)


Já ouviram falar do PAR? Eu já? E muito recentemente. Conheço a pessoa de vista e algumas amigas viram-no (melhor, foram vistas) muitas vezes mais. Parece que é uma boa solução para gente ambiciosa que sofre da doença epdémica chamada insuficiência trabalhíaca.

Bancos? Esqueçam… A menos que seja fetiche do vosso PAR.
Querem apostar num investimento de futuro? Com poucos riscos acrescidos (se forem tomadas as precauções habitualmente recomendadas)? Garantia de retorno a curto médio prazo? Faça um PAR! 11 em cada 10 calões a trabalhar em Multinacionais já o fizeram. E você, já escolheu o seu PAR?

Para os interessados, aqui fica a explicação científica que está na base do sucesso deste plano: Homem = Animal Irracional & Mulher = Animal Atraccional!
Com base neste facto mais que provado, foram desenvolvidos alguns procedimentos para se conseguir atingir um nível elevado de retorno com o PAR de cada um. Passo a explicar os 3 passos para o sucesso do plano:
1 – A escolha do PAR: existe um tipo de PAR para cada objectivo pessoal. O segredo está em “adquirir” o PAR que melhor se adeqúe às suas potencialidades. Não ambicione demais ao início! Poderá sempre fazer um novo PAR ao longo do seu plano de investimento
2 – Trabalhar o PAR: Como o nome indica, basta um apalpanço aqui, um amasso ali e a coisa corre bem
3 – Resgate do PAR: Mantenha-se atento às oportunidades de resgate mas aguarde pacientemente e demonstre algum desinteresse. Certifique-se que o seu PAR tem potencial para conseguir a oportunidade identificada.

A vida tem destas coisas (a reforma não: a menos que seja um reformado do governo, porque esses, para além da boa reforma, têm também a capacidade osmótica de absorver mais do que uma reforma)!

Se alguém não percebeu, também não vou explicar. Mas certamente se irão lembrar quando pelas vossas vidas identificarem o PAR deste… e daquele… e do outro!