um microprocessador, uma bateria, um rádio wireless, uma bomba e um reservatório para o fármaco, para libertar a medicação numa área específica do organismo.”
Paralelamente, uma Empresa Farmacêutica Portuguesa desenvolveu um comprimido para aumentar a inteligência. Os ensaios clínicos deste fármaco começaram com os habituais estudos de fase I em pessoas saudáveis (isto é, inteligentes), tendo havido uma grande dificuldade de recrutamento já que os indivíduos inteligentes tendem a “fugir” de Portugal assim que surge a primeira oportunidade. Já nos estudos de fase II, onde se pretendeu optimizar a dose do fármaco, chegou-se à conclusão que seriam precisas “pázadas” de fármaco administradas cinquenta mil milhões de vezes por dia, de modo a surtir efeito… Pensou-se nessa altura que o fármaco terminaria ali o seu processo de desenvolvimento por falta de eficácia mas após análise mais aprofundada dos participantes verificou-se que se tratavam maioritariamente (>95%) de Políticos. Experimentou-se seguidamente numa população maioritariamente constituída por altos quadros de gestão de empresas nacionais e o resultado foi semelhante. No entanto, recorrendo às mais avançadas ferramentas de estatística clínica, descobriu-se uma relação de dependência directa entre a classe política e este tipo de gestores tendo daqui resultado a primeira contra-indicação do fármaco relativo à ineficácia neste tipo de doentes (que não têm cura possível). Posteriormente, já com um conjunto de participantes maioritariamente futebolistas a coisa melhorou e lá se consegui estabelecer uma dose. Actualmente estão a ser feitos ensaios de fase III, com o objectivo de determinar a segurança a longo prazo… O endpoint desses estudos é sempre o mesmo e para provar a eficácia do fármaco os doentes têm que conseguir, no final do tratamento, entoar o hino nacional espanhol, passar a comer arroz á valenciana ao almoço e tapas ao jantar, manejar as castanholas e dizer Bienvenido a España, olé!
DESLARGA-MO QI!
Paralelamente, uma Empresa Farmacêutica Portuguesa desenvolveu um comprimido para aumentar a inteligência. Os ensaios clínicos deste fármaco começaram com os habituais estudos de fase I em pessoas saudáveis (isto é, inteligentes), tendo havido uma grande dificuldade de recrutamento já que os indivíduos inteligentes tendem a “fugir” de Portugal assim que surge a primeira oportunidade. Já nos estudos de fase II, onde se pretendeu optimizar a dose do fármaco, chegou-se à conclusão que seriam precisas “pázadas” de fármaco administradas cinquenta mil milhões de vezes por dia, de modo a surtir efeito… Pensou-se nessa altura que o fármaco terminaria ali o seu processo de desenvolvimento por falta de eficácia mas após análise mais aprofundada dos participantes verificou-se que se tratavam maioritariamente (>95%) de Políticos. Experimentou-se seguidamente numa população maioritariamente constituída por altos quadros de gestão de empresas nacionais e o resultado foi semelhante. No entanto, recorrendo às mais avançadas ferramentas de estatística clínica, descobriu-se uma relação de dependência directa entre a classe política e este tipo de gestores tendo daqui resultado a primeira contra-indicação do fármaco relativo à ineficácia neste tipo de doentes (que não têm cura possível). Posteriormente, já com um conjunto de participantes maioritariamente futebolistas a coisa melhorou e lá se consegui estabelecer uma dose. Actualmente estão a ser feitos ensaios de fase III, com o objectivo de determinar a segurança a longo prazo… O endpoint desses estudos é sempre o mesmo e para provar a eficácia do fármaco os doentes têm que conseguir, no final do tratamento, entoar o hino nacional espanhol, passar a comer arroz á valenciana ao almoço e tapas ao jantar, manejar as castanholas e dizer Bienvenido a España, olé!
DESLARGA-MO QI!
DESLARGA-MA BÁCINA!
